Fisioterapia intensiva reabilita pacientes em fase crítica

A terapia intensiva diminui complicações em pacientes em fase crítica e possibilita grandes avanços durante o tratamento, sendo uma importante estratégia e ferramenta no processo.


A terapia intensiva possibilita grandes avanços durante o tratamento em pacientes em fase crítica

Com o avanço tecnológico, científico e do relacionamento entre a equipe multidisciplinar, a expectativa de vida da população vem aumentando bastante, inclusive a sobrevida daqueles pacientes que estão criticamente enfermos.


Esses pacientes mais críticos costumam ter uma permanência prolongada em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em relação a casos menos graves, o que contribui para desordens neuromusculares, piora nas habilidades funcionais, aumentos no custo assistencial, menor qualidade de vida após a alta hospitalar.


O fato de haver cada vez mais sobreviventes a esse quadro se deve à atuação de uma equipe de reabilitação intensiva que vai agir desde o começo do tratamento para garantir uma melhora na resposta do paciente.



A equipe de reabilitação intensiva vai agir desde o começo do tratamento para garantir uma melhora na resposta do paciente

Os sinais de recuperação podem até parecer pequenos, mas representam um avanço significativo para o quadro de um paciente crítico. Como exemplo, podemos citar o caso da ex-ginasta Laís Souza. A atleta sofreu um acidente, se chocando contra uma árvore, nos Estados Unidos, enquanto treinava para participar de uma prova de esqui aéreo nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, na Rússia. A mesma precisou de terapia intensiva para sua recuperação, uma vez que teve lesão na coluna cervical e perdeu seus movimentos, sensibilidade e controle do pescoço para baixo.

A reabilitação intensiva é feita por uma equipe multiprofissional, incluindo o fisioterapeuta, que vai elaborar um conjunto de estratégias para melhorar a recuperação do paciente e diminuir o número de óbitos. A fisioterapia, ciência que promove, por meio do movimento humano e suas variáveis, a recuperação e preservação da funcionalidade do corpo humano, vai se enquadrar com o devido destaque nessa estratégia assistencial e de gestão na equipe multiprofissional.



A reabilitação intensiva é feita por uma equipe multiprofissional

Ela é capaz de promover a recuperação e preservação da funcionalidade, podendo minimizar as complicações de pacientes críticos que permanecem na UTI. São 3 os principais pontos a serem analisados e aplicados à realidade da fisioterapia:


  1. prevenção e tratamento de atelectasias;

  2. condições respiratórias relacionadas à remoção de secreção;

  3. condições relacionadas à falta de condicionamento físico e declínio funcional.


Além delas, outro ponto importante foi a conclusão de que a prescrição e a execução de atividades, mobilizações e exercícios físicos pertencem ao domínio exclusivo do fisioterapeuta, e seu diagnóstico deve preceder qualquer intervenção. Isso mostra a importância e responsabilidade de um trabalho bem elaborado da fisioterapia e seu paciente.


E os resultados da fisioterapia intensiva são bastante interessantes, seja a curto ou a longo prazo. Com a aplicação da mobilidade precoce, foram observados resultados positivos em relação a:

  • Diminuição de deformidades;

  • diminuição do tempo de ventilação mecânica (respirador);

  • aumento da força muscular de membros e respiratória;

  • melhora da funcionalidade - independência nos movimentos;

  • redução da dispneia;

  • redução da fadiga muscular;

  • diminuição do tempo de internação na UTI e hospitalar.

O profissional fisioterapeuta é o responsável pela reabilitação física, uma vez que a procura do paciente e da equipe multiprofissional vai além de somente a recuperação da enfermidade, o objetivo é também a reabilitação funcional. Em outras palavras, amenizar as sequelas ou tirar o paciente o mais rápido possível da UTI.

Uma das alternativas que a fisioterapia pode utilizar na terapia intensiva é a mobilização precoce para a prevenção e tratamento da gravidade da fraqueza neuromuscular e suas manifestações clínicas. A intenção da palavra “precoce” é dizer que as atividades de mobilização começam de imediato, logo após a estabilização das alterações fisiológicas importantes, não sendo necessário esperar a liberação da ventilação mecânica ou alta da UTI.


Uma das alternativas que a fisioterapia pode utilizar na terapia intensiva é a mobilização precoce

São várias as ferramentas para a realização da mobilização precoce, como os exercícios com cicloergômetros (bicicletas adaptadas e acopladas no leito para atividades aeróbias), eletroestimuladores e vídeo games para reabilitação virtual.

Como todo tratamento é individualizado e vai levar em consideração o quadro clínico do paciente, não há um tempo de terapia intensiva pré determinado. O mesmo vai variar de paciente para paciente, de acordo com a estratégia elaborada pelo profissional fisioterapeuta.

A conclusão é que a fisioterapia intensiva hospitalar é capaz de reabilitar os pacientes em fase crítica que estão na UTI e vai minimizar as perdas das habilidades funcionais desses pacientes, gerando um resultado favorável em relação à prevenção e tratamento de desordens neuromusculares que ocorrem devido maior sobrevida dos pacientes e tempo de permanência no leito. A utilização da fisioterapia na prática clínica é viável e segura, garantindo melhor qualidade de vida, além de redução do tempo de internação.

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