Reabilitação Neurológica Intensiva

A tecnologia e avanços na fisioterapia e na Reabilitação Neurológica Intensiva vem avançando e tornando capaz o tratamento de diversas condições e enfermidades.

Fisioterapeuta aplicando massagem em paciente.
A tecnologia trouxe inovações benéficas ao tratamento fisioterápico.

Assim como muitas áreas e profissões se beneficiaram com o avanço tecnológico, a fisioterapia também teve um grande salto em suas formas de tratar. A tecnologia contribuiu bastante para a Reabilitação Neurológica e vem proporcionando à fisioterapia resultados positivos em relação ao tratamento, uma vez que permite maior compreensão da reorganização cerebral e dos mecanismos de controle motor.


A fisioterapia é a ciência dos cuidados físicos e da reabilitação. Trabalhando para a saúde, ela se volta para entender a estrutura e mecânica do corpo humano e, a partir daí, vai diagnosticar, prevenir e tratar distúrbios da biomecânica e funcionalidade humana decorrentes de alterações de órgãos e sistema locomotor.


Como já vimos aqui no blog, a Reabilitação Neurológica Intensiva representa um conjunto de intervenções e de conhecimentos técnico-científicos dentro da fisioterapia que vão prevenir e tratar deficiências neurológicas e que são destinados às disfunções no cérebro, tronco encefálico, medula espinhal, nervos periféricos e junções neuromusculares.

Essa deficiência neurológica pode ser desencadeada por alterações no sistema nervoso central e/ou sistema nervoso periférico. Atualmente, são várias as técnicas utilizadas nesse tipo de tratamento, que se concentram em recuperar a capacidade funcional do paciente para que ele se torne o mais independente possível em seu dia a dia, prevenindo contraturas e deformidades.

Paciente recebendo tratamento de eletroestimulação com auxílio do profissional de educação física.
Para a recuperação do paciente, várias técnicas são utilizadas em conjunto.

São várias as patologias onde o fisioterapeuta e o profissional de educação física podem aplicar as técnicas de reabilitação neurológica. E, a fim de mostrar como pode ser abrangente a aplicação dessas técnicas, segue abaixo uma relação das patologias que podem ser tratadas com a Reabilitação Neurológica Intensiva, na visão de entregar ao paciente a maior forma de qualidade de vida e bem-estar que ele possa ter:


Reabilitação cardiovascular

Além de muito prevalentes na população brasileira, as doenças cardiovasculares são as de maior morbimortalidade no mundo. Pessoas afetadas por ela apresentam perda na qualidade de vida, que pode ser uma parte resgatada através da reabilitação cardiovascular.

Alguns exemplos de doenças cardiovasculares são a aterosclerose (veias entupidas), o infarto (ataque do coração), o Acidente Vascular Cerebral - AVC (derrame) e hipertensão (pressão alta).


Espasticidade

Caracterizada pelo aumento do tônus muscular e uma das principais manifestações de doenças neurológicas. Ela é, geralmente, observada como decorrência de um AVE, paralisia cerebral, lesão cerebral, lesão medular, tumores cerebrais, esclerose múltipla, entre outras doenças.

Ela reduz a amplitude dos movimentos e gera contraturas, rigidez, luxações e deformações, limitando a capacidade funcional do indivíduo, que é levado também a uma condição de dor e ao aumento do gasto energético metabólico. Como consequência, limitação na execução de tarefas diárias, inclusive em funções básicas como a alimentação, locomoção e cuidados pessoais.


Acidente Vascular Encefálico - AVE

Déficit neurológico que ocorre por um distúrbio na circulação cerebral, resultando em incapacidade e morte. Pode apresentar manifestações clínicas secundárias como alterações motoras, sensitivas, cognitivas e/ou emocionais.

São duas classificações: tipo hemorrágico, decorrente do sangramento de um vaso sanguíneo, e tipo isquêmico, decorrente da oclusão de um vaso sanguíneo. Ambos podem ocorrer em qualquer idade e por inúmeras causas, mas grupos de risco são pessoas diabéticas, cardiopatas e hipertensas. Quem sofreu de AVE pode apresentar fraqueza muscular, padrões motores anormais, paralisia, alterações de sensibilidade, equilíbrio e coordenação, deficiência no controle de defecar e urinar, confusão mental e tremor.


Doença de Parkinson

Distúrbio do sistema nervoso central que afeta o movimento, muito caracterizada pelos tremores. Os danos causados às células nervosas do cérebro fazem cair os níveis de dopamina, causando o sintoma dos tremores, movimento lento, rigidez e perda de equilíbrio. Como consequência, temos uma mobilidade comprometida, assim como a saúde mental e a interação social.

Apesar disso, essa é uma doença que pode ter sua progressão diminuída e que pode ser mediada para uma melhor qualidade de vida e funcionalidade por meio de tratamento adequado.


Paralisia Cerebral

Uma das causas mais comuns de incapacidade motora e a deficiência mais comum na infância. Ela é caracterizada por alterações neurológicas que são permanentes e que afetam o desenvolvimento motor e cognitivo do corpo, envolvendo o movimento e a postura.

Geralmente as alterações que causam a paralisia cerebral são geradas durante a gestação, no nascimento ou no período neonatal, causando limitações nas atividades cotidianas. E embora seja complexa e irreversível, crianças com paralisia cerebral podem ter uma vida produtiva uma vez que que recebam o tratamento adequado às suas necessidades.


Síndrome de Down

Condição genética causada pela presença de três cromossomos 21 nas células dos indivíduos, e não apenas dois. Além de comprometimento cognitivo, pessoas com Síndrome de Down apresentam algumas características físicas em comum e são mais propensas a terem cardiopatias congênitas, alterações da tireoide e doenças autoimunes.

A Fisioterapia é indicada para a Síndrome de Down logo após o nascimento para já iniciar a estimulação precoce a fim de inibir a adoção de posturas anormais e promover posturas e movimentos corretos, estimulando assim o Desenvolvimento Neuro Psicomotor.


Esclerose Múltipla

Doença em que, por motivos genéticos ou ambientais, o sistema imunológico vai agredir a bainha de mielina que recobre os neurônios, comprometendo a função do sistema nervoso. Uma característica marcante é a imprevisibilidade dos surtos, que podem acontecer em qualquer momento. Nesses surtos, danos irreversíveis podem ser causados no Sistema Nervoso, observando-se a perda de capacidade para realização de atividades funcionais, momento em que, normalmente, indica-se o tratamento com a fisioterapia.

Com relação ao plano de tratamento, cada patologia deve ser tratada de sua maneira, levando também em consideração o quadro clínico que a doença apresenta em cada paciente. O tratamento deve ser individualizado, variando de acordo com as limitações, comprometimento e grau em que o paciente desenvolveu estratégias compensatórias.

De modo geral, as técnicas da Reabilitação Neurológica Intensiva são aplicadas para modular a sensibilidade e o tônus, ganhar força muscular, realização de transferências posturais, treinar para atividades da vida diária, melhorar coordenação e equilíbrio e estimular o ortostatismo e a marcha. Perguntas Frequentes sobre a Reabilitação Neurológica por nossos profissionais:



1. Qual é a importância da reabilitação neurológica intensiva para os

pacientes?

A reabilitação neurológica intensiva tem o propósito de acelerar o processo de recuperação dos pacientes para melhorar a qualidade de vida e favorecer o retorno precoce às atividades de vida diária, por meio de estímulos constantes fornecidos várias vezes durante a semana.


2. De maneira objetiva, como você e seu time na SeE podem ajudar de

verdade esse paciente?

A reabilitação intensiva realizada na SeE envolve uma equipe multidisciplinar

da área da saúde, que inclui fisioterapeutas e profissionais de educação física,

com experiência clínica e científica e que atuam de forma integrada para tornar

o atendimento qualificado, efetivo e seguro para o paciente. O propósito dessa

integração é enxergar o paciente como um todo, de uma forma ampla e

visando um atendimento humanizado para alcançar um propósito comum:

proporcionar a melhora da função motora e independência funcional de cada

um deles.


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