Jogos Olímpicos de inverno

Começaram as Olimpíadas de inverno. Tantas modalidades diferentes para nós mas que, quando paramos para assistir, nos fascinam. Quer saber mais sobre esse evento, sobre a participação do Brasil e sobre o preparo físico dos atletas, então continue a leitura!

Logo oficial das Olimpíadas de Inverno Beijing 2022
Os Jogos Olímpicos de Inverno 2022 contam com a participação de 11 atletas brasileiros.

Para quem diz que o verão é a estação preferida dos brasileiros, é porque ainda não experimentou a sensação de torcer pelos brasileiros nas Olimpíadas de inverno.


Os Jogos Olímpicos de inverno de 2022 começaram dia 4 de fevereiro, sexta-feira, e se estenderão até o dia 20 deste mês, contando com a presença de mais de 3 mil atletas, totalizando 15 modalidades esportivas e 109 eventos ao longo dos dias. A competição vem ocorrendo em Pequim, China, e essa é a primeira vez na história em que uma cidade recebe as duas modalidades das Olimpíadas: inverno e verão.


Segundo o Comitê olímpico Internacional (COI), em toda a história dos Jogos Olímpicos de inverno, nenhum país tropical conseguiu levar uma medalha para casa, a não ser em filme. A única exceção de país mais quente que já garantiu algumas medalhas é a Austrália, com 15 medalhas em 19 Jogos de inverno.


Mas isso não desanimou os países de clima quente!

Este ano contamos com algumas participações bem interessantes como Fayik Abdi representando a estreia da Arábia Saudita e competindo no esqui alpino, a esquiadora cross-country Karen Chanloung, que nasceu na Itália, mas vai representar o país de seu pai nas Olimpíadas, a Tailândia e a equipe jamaicana de bobsled (assim como no filme “Jamaica abaixo de zero”) que, na falta da neve e no meio da pandemia, chegou a treinar empurrando um mini cooper pelas ruas caribenhas.

Equipe de Bobsled brasileira nos jogos olímpicos de Pequim 2022.
Equipe de Bobsled brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno. | Foto: Vietrus Lacis/IBSF

Já sobre o Brasil, nossa delegação conta com 11 atletas no total, dois nomes a menos que dos Jogos de Sochi, em 2014, quando batemos nosso recorde de participantes, porém com dois a mais do que em 2018, em Pyeochang.


Estamos presentes em cinco modalidades diferentes:

  • Cross country ski - Eduarda Westemaier Ribera (17 anos), Jaqueline Mourão (46 anos e sua oitava participação em Olimpíadas), Manex Salsamendi Silva (19 anos);

  • Bobsled - Edson Luques Bindilatti (42 anos), Edson Ricardo Martins (32 anos), Erick Gilson Vianna Jerônimo (28 anos), Jefferson Dias Sabino (39 anos), Rafael Souza da Silva (25 anos)

  • Esqui alpino - Michel Macedo (23 anos);

  • Skeleton - Nicole Rocha Silveira (27 anos);

  • Freestyle Mogul Skiing - Sabrina Lynn Cass (19 anos).


No esqui alpino, deve-se atravessar portões e chegar até a base da montanha, em alta velocidade e no menor tempo possível. O cross country é um dos mais clássicos, que consiste em percorrer uma distância na neve com obstáculos no caminho, de maneira individual ou coletiva.

O Bobsled ficou bem popular no filme “Jamaica abaixo de zero” e consiste em atravessar a pista em um trenó em alta velocidade. O skeleton

consiste em descer uma montanha em um trenó plano, porém não sentado, e sim praticamente de cabeça, é um dos esportes mais radicais que têm.

E por último, o freestyle mogul skiing, os atletas devem descer a montanha e fazer ao menos duas acrobacias, onde os moguls são ondulações feitas na neve para estimular as acrobacias e aumentar o nível de dificuldade da prova.


Ver onde os brasileiros são capazes de chegar, em uma competição desse tamanho é emocionante, não é? Para um país que tem em sua grande maioria clima tropical, não é fácil construir uma tradição em esportes de gelo e de neve.

Mãos unidas em sinal de trabalho em equipe.
O treinamento conjunto é essencial para alcançar o melhor desempenho dos atletas olímpicos..

E você já se parou para pensar como é o treinamento de atletas que vão competir na neve, quando nem todos tem neve para treinar? O preparo necessário, o acompanhamento profissional, o empenho e confiança?


Como parte primordial de todo esse processo, contamos com o educador físico e o fisioterapeuta no time. Essas duas áreas profissionais muitas vezes se misturam ou se confundem, mas a verdade é que elas se complementam para oferecer um acompanhamento/tratamento de qualidade usando os conhecimentos sobre o corpo humano, formas de desenvolvimento, limitações e objetivos.

E porque ambos são importantes?

O fisioterapeuta vai preservar, desenvolver e restaurar órgãos, sistema e funções, seja por meio de prevenção ou de reabilitação. Ela é a ciência que diagnostica e recupera pacientes em problemas relacionados à movimentação. Em relação aos atletas de uma Olimpíadas, o fisioterapeuta vai elaborar uma estratégia para prevenir lesões e para potencializar o trabalho de força, equilíbrio e condicionamento físico.

Já o educador físico vai criar um planejamento de treinos específicos de acordo com a modalidade, com o objetivo de o fazer progredir no esporte.

Sem o suporte desses dois profissionais, seria impossível pensar um dia chegar nas Olimpíadas. __________________________________________________________________________________ Gostou do nosso conteúdo? Deixe sua dúvida ou comentário para falarmos sobre o que é mais relevante para você!

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